20.4.18

Sobre O Meu Amor Absoluto, de Gabriel Tallent




«O retrato terrível de uma relação obsessiva, maníaca e brutal», diz Carlos Vaz Marques sobre O Meu Amor Absoluto, de romance de estreia de Gabriel Tallent, no programa Livro do Dia, da TSF, de 19 de Abril. O programa pode ser ouvido aqui.

Sobre A Ciência das Sombras, de Bernardo Pinto de Almeida




A revista holandesa zuca-magazine publicou o poema «Sombras», de Bernardo Pinto de Almeida (tradução de Harrie Lemmens). O poema faz parte da antologia «A Ciência das Sombras», que a Relógio D’Água editou em Janeiro. O poema «Schimmen» pode ser lido aqui.

19.4.18

A chegar às livrarias: Com Esta Chuva, de Annemarie Schwarzenbach (trad. de Ana Falcão Bastos)





Os contos de Annemarie Schwarzenbach reunidos em Com Esta Chuva foram escritos por volta de 1934. Começam em Israel e seguem por paisagens orientais, cidades e escavações arqueológicas que Schwarzenbach havia estudado e visitado. 
As descrições são de um realismo por vezes rude, pois, como ela própria afirmou, «a época é demasiado dura para nos exprimirmos com ligeireza».
A narradora encontra europeus que saíram dos seus países por razões políticas ou desejo de aventura e que se sentem ainda mais isolados perante os acontecimentos que devastam o velho continente, onde o fascismo se consolida e o nazismo cresce.
Há também viajantes audazes que exploram realidades desconhecidas.

São narrativas ficcionadas com imagens exatas e diálogos ágeis, percorridas pelo espírito dessa viajante inconfundível que foi Annemarie Schwarzenbach.

18.4.18

Apresentação de China em Dez Palavras, de Yu Hua (trad. do original de Tiago Nabais)





«Caso tentasse abordar todos os aspetos da China contemporânea esta jornada não teria fim, e o livro ficaria ainda mais extenso do que As Mil e Uma Noites. Desta forma, procuro ser conciso e iniciar a jornada narrativa a partir da vida quotidiana, que me é evidentemente familiar. O quotidiano pode parecer trivial e prosaico, mas é uma realidade rica em fenómenos interessantes e comoventes. Tudo tem as suas repercussões na vida quotidiana, desde a política, história e cultura até às memórias, emoções, desejos e segredos. É como uma autêntica floresta, pois, como diz o provérbio chinês, “quando o bosque é denso e extenso, lá encontraremos todos os tipos de pássaros.”» [Do Prefácio]

«China em Dez Palavras é um relato íntimo, profundo e por vezes perturbador do coração do povo chinês. Quem julga que conhece a China será desafiado a pensar novamente. Quem não conhece tem neste livro uma introdução a um país muito diferente do que conhecemos através de viajantes e canais de televisão.» [Wall Street Journal]

«Esta é a história da China contada por um escritor local, não por um académico.» [The New York Times Book Review]

O livro será apresentado sexta-feira, 20 de Abril, às 18h30, na livraria Tigre de Papel, em Lisboa.

Esta sessão partirá de algumas das ideias e caracterizações apresentadas por Yu Hua, avançando depois para uma conversa sobre a China contemporânea. Participarão António Caeiro, ex-correspondente da Lusa em Pequim, Elisabetta Colla, professora de Literatura Asiática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e Tiago Nabais, tradutor da obra.

17.4.18

A chegar às livrarias: Diários, de Virginia Woolf (selecção, tradução, prefácio e notas de Jorge Vaz de Carvalho)






«O que nos diz o Diário da pessoa de Virginia Woolf que nos permita conhecê-la melhor? O aspecto mais impressionante, creio ser a evidência de uma mulher extremamente contraditória. Desde logo, as alterações radicais dos estados de espírito, a dramática inconstância dos terrores e euforias vivenciais, de um dia “tão divinamente feliz” e de outro exausta e deprimida. Igualmente a dicotomia entre a necessidade de “estar na vertigem das coisas” (o prazer que diz incomparável de jantares e festas, das visitas, das bisbilhotices) e o isolamento com os livros, a escrita, o jardim, a lareira, Leonard. Deseja a animação, os estímulos que põem a mente à prova, os mexericos fervilhantes, e logo se farta da afluência das visitas, despreza os convivas enfadonhos e banais, acusa o desgaste das frioleiras, a perda de tempo com ninharias, anseia beber uma boa “dose de silêncio”.» [Do Prefácio]

16.4.18

Apresentação de China em Dez Palavras, de Yu Hua




Na próxima sexta-feira, dia 20 de Abril, na livraria Tigre de Papel, em Lisboa, pelas 18:30, será apresentado o livro China em Dez Palavras, de Yu Hua.
O evento conta com a participação de António Caeiro, Elisabetta Colla e Tiago Nabais, tradutor da obra.
De Yu Hua a Relógio D'Água editou também Crónica de Um Vendedor de Sangue.

Sobre Marca de Água, de Joseph Brodsky




«O livro de Brodsky é todo um género à parte. Marca de Água faz parte desse escasso número de obras que redefinem, desgovernam, ou desprezam as regras estabelecedoras do cânone para determinado género. Livro de viagens, sem dúvida, visto que o seu fulcro é a deslocação no espaço, e Veneza constitui o palco de todo o seu labor; mas tudo o resto é, quase ponto por ponto, desmontar os contrafortes da literatura de viagens. Sem que haja uma tentativa demasiado estrídula de o fazer, Marca de Água procede como se estivesse sempre noutros patamares, sem qualquer reverência para com os códigos, os protocolos, as práticas que consagram a tradição. Mesmo quando parece conceder nesses convénios, há sempre sedimentos, impurezas que afectam a mistura, e tudo se torna uma viagem indisciplinada que permite fugas em todas as direcções menos a exclusividade.» [Hugo Pinto Santos, Revista Intro, 11/4/18. Texto completo: http://www.intro.pt/marca-agua-joseph-brodsky-relogio-dagua-2018/ ]