23.1.17

Livro de José Gil Apresentado na Casa Fernando Pessoa




O mais recente livro de José Gil, Ritmos e Visões, vai ser apresentado na Casa Fernando Pessoa, Rua Coelho da Rocha, n.º 16, em Lisboa, no dia 26 de Janeiro, às 18h30.
A apresentação será feita pelo ensaísta e jornalista António Guerreiro.

Em Ritmos e Visões, José Gil aborda em quatro ensaios aspectos da obra pessoana, em particular no que se refere à transformação das imagens em visões.
«Capaz de revelar uma visão no trajecto de uma folha no ar ou um sonho na mínima percepção de qualquer coisa, o Livro do Desassossego é o grande tratado das visões do século XX; a poesia heteronímica nasce do funcionamento de máquinas rítmicas que produzem certas visões.»

José Gil é um dos raros autores que tem abordado a obra de Fernando Pessoa do ponto de vista filosófico, em livros como Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações (1987), Diferença e Negação na Poesia de Fernando Pessoa (1999), O Devir-Eu de Fernando Pessoa (2010) e Cansaço, Tédio, Desassossego (2013).

Sobre A Poesia como Arte Insurgente, de Lawrence Ferlinghetti




«Publicado originalmente em 2007, este “livrinho (r)evolucionário” é uma espécie de work in progress que esboça a arte poética de um escritor e, através dela, a sua visão do mundo. Quase a cumprir 98 anos de vida, Lawrence Ferlinghetti — o mítico editor de Howl, de Allen Ginsberg, o companheiro de jornada das principais figuras da Beat Generation, o fundador da mítica livraria City Lights, em São Francisco — mantém uma fé inquebrantável no poder das palavras. Reformulando uma pergunta que remonta pelo menos a Hölderlin, questiona o papel dos poetas numa era de ruína civilizacional, apelando a que eles criem “obras que consigam responder ao desafio de um tempo apocalíptico”.» [José Mário Silva, Expresso, E, 21/1/2017]

Sobre Ritmos e Visões, de José Gil




«O mais recente livro do ensaísta José Gil — Ritmos e Visões — é explicado logo no provocador parágrafo inicial do primeiro ensaio: “Toda a obra de Fernando Pessoa se tece à volta de ritmos e visões.” Se uma entrada fulgurante, na frase de abertura de um livro, é fundamental para agarrar o leitor, essa tanto pode prendê-lo como afastá-lo de imediato. Felizmente para mim, funcionou como estímulo para prosseguir na peugada da sua justificação.
O volume é um conjunto de quatro ensaios sobre a obra de Pessoa agarrando significativas facetas da sua poesia para analisá-las através da perspetiva anunciada na citada frase. Pessoa é hoje um tudo-para-todos e abundam as análises que se servem dele para as mais diversas expressões de pensamento. Verdade se diga que Pessoa se presta particularmente a uma miríade de leituras, por isso não surpreende que tal aconteça.» [Onésimo Teotónio de Almeida, JL, 4-1-2017]

Rebuçados Venezianos de Maria Filomena Molder em discussão no Obra Aberta




Obra Aberta é uma conversa quinzenal na Sala Glicínia Quartin do Centro Cultural de Belém em que os convidados falam dos escritores de que gostam.
No próximo dia 26 de Janeiro, António Mega Ferreira e João Queiroz falarão, entre outras obras, de Rebuçados Venezianos, de Maria Filomena Molder.

20.1.17

A chegar às livrarias: O Universo ao Alcance da Mão, de Christophe Galfard (trad. de Miguel Serras Pereira)




Imagine que À Boleia pela Galáxia é um guia real…

Christophe Galfard, físico internacionalmente reconhecido, conduz-nos numa viagem através do passado, presente e futuro do Universo.
O Universo ao Alcance da Mão explora algumas das mais importantes e incríveis ideias dos nossos tempos — Mecânica Quântica, Teoria Geral da Relatividade, Viagens no Tempo, Realidades Paralelas e Universos Múltiplos — com a promessa de que para as entender apenas precisamos da equação: E = mc2.
Escrito tendo por base as últimas descobertas em cada área, O Universo ao Alcance da Mão é essencial para qualquer pessoa que deseja saber como funciona o nosso extraordinário Universo.

«Com a sua aproximação desenvolta, O Universo ao Alcance da Mão é um livro para o leitor sem conhecimento prévio de ciência… Ao terminar, o leitor terá um aprofundado conhecimento do modo como a física contemporânea nos aproximou de um melhor entendimento da realidade.»
[The New York Times Book Review]

«O Universo ao Alcance da Mão é uma obra-prima.»
[Shelf Awareness]

Sobre Todos os Caminhos Estão Abertos, de Annemarie Schwarzenbach




«Nem o facto de Annemarie ter vivido em Lisboa em 1941 (era então casada com um diplomata francês), ano em que a cidade foi ponto de passagem dos judeus em fuga do nazismo, suscita interesse de maior. Verdade que Annemarie é hoje uma figura de culto à margem da obra literária. A origem aristocrática, a beleza andrógina, a militância antifascista, as ligações amorosas com mulheres célebres (entre outras, Carson McCullers e Erika Mann), as histórias associadas às viagens que fez aos Balcãs, Turquia, Pérsia, Palestina, Iraque, Índia, etc., as expedições arqueológicas, as reportagens fotográficas da Grande Depressão americana, as tentativas de suicídio, a dependência da morfina e, last but not least, a circunstância de ter morrido aos 34 anos em consequência de ter caído de uma bicicleta, tudo contribui para o mito. Coligindo textos publicados na imprensa com inéditos, Todos os Caminhos Estão Abertos é o relato de uma viagem ao Afeganistão, entre 1939 e 1940, na companhia de Ella Maillart. As duas partiram de Genebra no carro de Annemarie e só a eclosão da Segunda Grande Guerra abreviou a aventura. No fatídico 1 de Setembro de 1939 estavam em Herat, sem saber do estado do mundo. A reportagem não está isenta de ironia. Annemarie não poupa na invectiva aos hábitos ocidentais, em especial britânicos, parodiando o seu (deles) formalismo por oposição à frugalidade adoptada por si e pela companheira: «nós viajámos sós, sem boy nem chauffeur e, até mesmo, sem gentleman.» A consciência da vaga nazi está presente na narrativa, em particular durante a travessia da Áustria. Apesar da empatia demonstrada pelas tribos afegãs, o tom é objectivo, quase neutro, porém “fotográfico”. É curioso verificar como a Cabul daqueles anos em pouco difere da Cabul descrita na actualidade. Mas tudo acaba em Port Said, no Suez.» [Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura, a propósito de crítica na revista  Sábado]

19.1.17

Livro de José Gil Apresentado na Casa Fernando Pessoa





O mais recente livro de José Gil, Ritmos e Visões, vai ser apresentado na Casa Fernando Pessoa, Rua Coelho da Rocha, n.º 16, em Lisboa, no dia 26 de Janeiro, às 18h30.
A apresentação será feita pelo ensaísta e jornalista António Guerreiro.

Em Ritmos e Visões, José Gil aborda em quatro ensaios aspectos da obra pessoana, em particular no que se refere à transformação das imagens em visões.
«Capaz de revelar uma visão no trajecto de uma folha no ar ou um sonho na mínima percepção de qualquer coisa, o Livro do Desassossego é o grande tratado das visões do século XX; a poesia heteronímica nasce do funcionamento de máquinas rítmicas que produzem certas visões.»

José Gil é um dos raros autores que tem abordado a obra de Fernando Pessoa do ponto de vista filosófico, em livros como Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações (1987), Diferença e Negação na Poesia de Fernando Pessoa (1999), O Devir-Eu de Fernando Pessoa (2010) e Cansaço, Tédio, Desassossego (2013).